Novo Sistema buscará combater a impunidade

Zero Hora – RS

Diante das falhas do atual sistema, governo planeja banco de dados com atualização em tempo real

É comum um foragido de outro Estado ou um carro roubado acima do Mampituba passar incólume por um abordagem policial no Rio Grande do Sul. Não se trata de desleixo dos agentes gaúchos, mas a falta de um banco de dados integrado e eficiente no país. Para enfrentar esse problema, qualificar o planejamento de combate à criminalidade e combater a impunidade, o governo federal prepara a criação de um novo cadastro nacional de informações sobre a criminalidade.

Ainda sem data para entrar em operação, o banco de dados deverá ser alimentado em tempo real por policiais do todo o país. A proposta vem sendo estudada pelo Ministério da Justiça desde fevereiro, depois da apresentação do Mapa da Violência 2011. Os números mais atualizados da pesquisa referiam-se a 2008, ou seja, com pelos dois anos de defasagem.

– Toda política pública requer planejamento. Sem o diagnóstico certo, não se sabem quem mata, por que mata – avalia a deputada federal Manuela D’ávila (PC do B), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara.

Em recente audiência pública na comissão, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, admitiu haver “uma falta total de integração de órgãos de segurança”, e que nem sempre as polícias Federal e Rodoviária Federal andaram juntas.

Dois dos bancos de dados nacionais mais conhecidos – os sistema de informações da Segurança (Infoseg) e de Penitenciárias (Infopen) –, criados há cerca de 15 anos, estão desatualizados. O principal problema do Infoseg, por exemplo, é a defasagem dos dados por culpa de governos que não alimentam o sistema como deveriam, propiciando que foragidos de um Estado circulem em outros sem serem importunados. Além disso, policiais gaúchos estão sem acesso à pesquisa sobre armas registradas ou roubadas, porque um convênio entre os governos estadual e federal não teria sido renovado.

– As quadrilhas não têm base única. Um banco de dados nacional é fundamental para a investigação policial e para manter criminosos presos – pondera o delegado Juliano Ferreira, da Delegacia de Roubos e Extorsões.

joseluis.costa@zerohora.com.br
JOSÉ LUÍS COSTA

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