Não vamos “passar a mão na cabeça de ninguém”, diz diretor do DHPP sobre homicidios cometidos por PMs

diz diretor do DHPP sobre crimes com PMs
Departamento ficará responsável, a partir desta quinta, por investigar casos desse tipo

O diretor do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), José Carlos Carrasco, disse nesta quinta-feira (7) que o departamento não irá “passar a mão na cabeça de ninguém”. A afirmação foi feita durante entrevista coletiva em que foi anunciado que o DHPP ficará responsável pelas investigações de ocorrências policiais envolvendo “resistência seguida de morte”.

– Nós vamos apurar, inicialmente, o crime onde o policial [militar], o guarda municipal ou policial civil é vítima de resistência. Não vamos prejulgar ninguém, mas também não vamos passar a mão na cabeça de ninguém.

A decisão do governo do Estado de transferir para o DHPP as investigações de casos em que suspeitos são mortos durante ações policiais foi tomada três dias depois de vir à tona o caso de um jovem de 27 anos que foi, supostamente, morto por dois policiais em um cemitério em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. Antes da mudança, as investigações nesses casos eram feitas penas nos distritos policiais em que os casos eram registrados e pelas corregedorias da polícia.

Carrasco disse ver a transferência das investigações para o DHPP com “naturalidade”, já que esse é o departamento especialista em crimes contra a vida. Segundo ele, com a mudança, haverá uma resposta mais rápida das investigações que a dada pelos DPs.

Sobre a investigação da morte do jovem por dois policiais militares em Ferraz de Vasconcelos, Carrasco afirmou que o processo já corre em esfera judicial e que, portanto, não chegará a ser investigado pelo departamento.

Estrutura
Maurício Guimarães Soares, chefe da Divisão de Homicídios do DHPP, que também esteve na entrevista, contou ainda que a Delegacia Geral disponibilizou equipamentos e carros para ajudar nas investigações dessas ocorrências. Pelo menos duas viaturas equipadas com impressora, laptops e equipamentos de perícia foram doadas ao departamento. 

O reforço na estrutura ocorreu porque, a partir de agora, o DHPP terá que investigar esses crimes em todo o Estado. As corregedorias das polícias Civil e Militar também continuarão a investigar esses casos.

Ainda durante a entrevista na sede DHPP, na região central da capital paulista, foi divulgado o balanço do número de policiais militares expulsos da corporação nos últimos cinco anos: 1.077. A informação foi passada pelo tenente-coronel Edson Silvestre, representante da PM. Ele não soube esclarecer, porém, quantos dos expulsos estavam envolvidos em casos de morte.

Silvestre disse não ver a mudança do centro das investigações para o DHPP como um enfraquecimento da Polícia Militar.

– A PM enxergou de forma positiva. Dentro da corporação, praticamente não muda a rotina. È uma oportunidade para estreitar esses laços.

Polícia Militar
Em uma coletiva feita separadamente no quartel do comando geral da Polícia Militar, na região central de São Paulo, o comandante-geral da PM, coronel Alvaro Batista Camilo, negou que haja uma crise entre policias civil e militar. Camilo também minimizou a resolução que determina que ocorrências de resistência seguida de morte passem a ser investigadas pelo DHPP. 

– Essa decisão do Governo do Estado tem total apoio da Polícia Militar de São Paulo. Tudo o que for feito para melhorar o trabalho da polícia e o atendimento ao cidadão é bem-vindo. Para a PM, tanto faz se a investigação é feita pelo DHPP ou pelo DP. Sempre foi investigado pela Polícia Civil. 

Camilo reiterou que as duas polícia “trabalham muito bem” juntas e citou como exemplo os boletins de ocorrência que passaram a ser registrados pela PM. 

Fonte http://www.r7.com.br

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