O Globo: 72% dos cariocas estao otimistas com a Segurança Pública

Segundo pesquisa de percepção do Rio Como Vamos, esse é o sentimento de mais da metade dos entrevistados

Os números são eloquentes: um levantamento do Rio Como Vamos (RCV) sobre dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostra que, a partir de 2009, a redução dos homicídios e roubos no município do Rio atingiu percentuais mais significativos do que no estado como um todo. Só os assassinatos caíram em abril passado 21,6% na cidade e 6,7% no estado. E essa mudança não está refletida somente nos números oficiais, mas também na sensação dos cariocas. A Pesquisa de Percepção 2011 do RCV, recém-realizada, revela que 56% dos entrevistados consideram que a segurança melhorou no Rio e 72% se disseram otimistas com relação à política de pacificação do governo estadual.

Encomendada pelo Rio Como Vamos ao Ibope, a pesquisa foi feita em maio, com 1.358 moradores das cinco Áreas de Planejamento da cidade — Centro, zonas Sul, Norte e Oeste e Barra/Jacarepaguá. Em 2009, a percepção do carioca era bem diferente: 31% tinham dado notas de 7 a 10 para a segurança do bairro onde mora, com média para a cidade de 4,8. Em 2011, esse percentual chegou a mais da metade dos entrevistados. A média da cidade subiu para 5,9. A maior concentração de notas mais altas (9 e 10) foi dada na Zona Sul, enquanto que as mais baixas (1 e 2), na Zona Norte.

Seguindo a tendência da cidade, praticamente todas as Regiões Administrativas registram queda na criminalidade. No entanto, em algumas os índices melhoram mais lentamente. Em poucas, há piora. De 2009 para 2010, por exemplo, os roubos de rua (a pedestres e em coletivos) caíram 32% em Copacabana e os de veículos, 85%. Já em Irajá, a queda foi de 17% para os roubos de rua e de 18% para os de veículos. A Ilha do Governador chegou a registrar um aumento de 13% nos assaltos a pedestres e passageiros de transportes públicos, mantendo a mesma média de casos nos primeiros quatro meses deste ano.

Entre os que deram notas baixas à segurança na atual edição da pesquisa, a falta de policiamento ainda é a principal reclamação de 46% dos entrevistados, seguida pela demora da polícia quando acionada, apontada por 20%. Também foram citadas a presença de pessoas drogadas nos bairros (20%) e a ocorrência de tiroteios (16%).

O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, concorda com a reclamação sobre a falta de policiamento, mas garante que isso vai mudar. Ele diz que, no primeiro governo Sérgio Cabral, a secretaria trabalhou para estruturar e preparar a Academia de Polícia para a formação contínua de policiais e para criar um banco de concursados. O fruto desse investimento será sentido a partir de agosto, com a academia capacitada para formar 500 policiais a cada mês.

Ideia é chegar ao fim de 2014 com 40 UPPs

Beltrame se mostrou satisfeito com a avaliação positiva da maioria dos entrevistados, o que, segundo ele, só aumenta a responsabilidade de continuar implementando as mudanças necessárias na estrutura da segurança pública e manter a queda da criminalidade.

Para os próximos anos, o secretário anuncia que a estratégia de implantação das UPPs está traçada, bastando seguir o cronograma para atingir a meta de terminar 2014 com 40 complexos de favelas pacificados. Ele disse que o desafio agora é a melhoria da tecnologia e da formação dos policiais, além do combate à corrupção:

— Dizer que se pode fazer tudo o que é necessário de uma só vez é bravata. O conceito de segurança demora a ser construído. Mas as pessoas veem que agora há uma estratégia mais sólida, focada na redução da criminalidade e na pacificação.

Para o Rio Como Vamos, segurança não se faz apenas com força policial e, para a política de pacificação ser eficaz, é necessário oferecer serviços e assistência. Por isso, o movimento apoia o programa UPP Social, da prefeitura, voltado para ações públicas e privadas em áreas pacificadas. O RCV está estudando uma parceria com o Instituto Pereira Passos (IPP), gestor do programa, para fortalecer as mudanças na qualidade de vida dos moradores.

Atualmente, há quatro UPPs Sociais na cidade (Providência, Borel e duas em Santa Teresa) e a meta é chegar ao fim do ano atendendo todas as comunidades pacificadas. Para o presidente do IPP, Ricardo Henriques, acelerar a agenda pós-pacificação ajuda a manter a trajetória crescente de sensação de segurança.

oglobo.com.br/rio/riocomovamos

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