Perito Criminal, consultor do CSI, espera que a análise de DNA se torne uma ferramenta fundamental para a perícia criminal no Brasil.

JB Online – RJ Perito criminal, consultor do ‘CSI’, se diz surpreso com trabalho do Brasil

Simone Sartori

Perito criminal da Polícia de Nova York, Joseph Blozis está em São Paulo para participar de um simpósio internacional até então inédito no País sobre cenas de crimes. O evento é promovido pela Superintendência da Polícia Técnico-Científica e termina na sexta-feira, na capital paulista. Ele traz na bagagem a experiência de consultor forense do programa CSI: Crime Scene Investigation, uma das séries de maior audiência nos Estados Unidos. Em um breve intervalo do simpósio, Blozis se disse surpreso com a qualidade do trabalho pericial realizado do Brasil. Ele destacou as “muitas semelhanças” entre técnicas aplicadas e disse que espera que a análise de DNA se torne a principal ferramenta para elucidar um crime no País.

“Antes da minha vinda eu não sabia nada sobre o trabalho realizado aqui. Fiquei muito surpreso, de forma positiva, de ver como os peritos brasileiros abordam e fazem as análises de um local de crime. Temos muitas semelhanças, muitas similaridades entre a forma que vocês trabalham aqui e a que temos nos Estados Unidos. E o que eu espero que ocorra aqui é que a análise de DNA se torne uma ferramenta fundamental para a perícia criminal. O DNA é o pilar para análises de cenas de crime”, disse ele, que já investigou mais de 2,5 mil cenas de crime.
Fiquei muito surpreso, de forma positiva, de ver como os peritos brasileiros abordam e fazem as análises de um local de crime.

Blozis afirmou que o Brasil segue rumo à tendência americana de ter um banco de dados informatizado não apenas de impressões digitais, mas também do DNA de suspeitos e já condenados. Ele citou que o sistema de dados nos Estados Unidos é recente – cerca de 15 anos – e exaltou ainda o DNA como prova “efetiva” para inocentar ou culpar criminosos a partir da análise das provas colhidas pelos peritos.

“Eu acredito que isso vai ocorrer (o País ter um banco de dados informatizado). Vocês vão ter dois bancos de dados: um para impressões digitais e outro para DNA. Isso porque o DNA é muito importante. Por um lado, ele serve para liberar, para exonerar a pessoa que está sendo acusada injustamente por um crime que não cometeu. E, por outro lado, para servir de base para efetivamente comprovar a culpa de uma pessoa que cometeu um crime. Nosso banco de dados de DNA é bem recente, tem uns 15 anos apenas. Mas comparada à situação de 10 anos atrás, agora estamos anos-luz à frente. O DNA hoje exerce um papel fundamental em todos os locais de crime que analisamos na cidade de Nova York”, disse.
Joseph Blozis participa do simpósio internacional sobre cenas de crimes

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