União para aquisição de medicamentos

Iniciativa abrange 11 municípios do Consórcio Metropolitano da Granpal

Redução de preços e agilidade na entrega de remédios são os principais motivos que levaram o Consórcio Metropolitano da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal) a idealizar a Compra Compartilhada de Medicamentos. O novo sistema foi apresentado ontem, durante coletiva, pelo presidente do consórcio e prefeito de Canoas, Jairo Jorge, na sede da entidade, em Porto Alegre. Na ocasião, também houve abertura do edital para registro de preços. A reunião contou com a presença do diretor-executivo da Granpal, Alberto Kopittke, e do prefeito de Alvorada, João Carlos Brum.

Com o sistema, o volume de remédios adquiridos será maior, diminuindo o valor por unidade e, assim, o total pago por cada cidade. Jairo Jorge destacou que a estimativa é de que haja economia de, no mínimo, 20%, podendo chegar a 60% em cidades menores. “O processo vai otimizar a compra e gerar economia. Sendo assim, valores que antes eram gastos com a compra de remédios poderão ser investidos em outros serviços”, afirmou. Integram o grupo Porto Alegre, Canoas, Alvorada, Cachoeirinha, Esteio, Glorinha, Gravataí, Nova Santa Rita, Santo Antônio da Patrulha, Sapucaia do Sul e Viamão.

A aquisição ocorrerá por meio de pregão eletrônico, que acontece pelo Banrisul, sendo o primeiro previsto para 28 de fevereiro. Empresas interessadas podem enviar propostas entre os dias 21 e 27. O processo envolverá a compra de 721 milhões de unidades, de 200 tipos de medicamentos, todos utilizados na atenção básica de saúde. O valor estimado é de R$ 53 milhões. Para chegar nestas quantias, bem como nos medicamentos a serem adquiridos, foi feito um levantamento com as localidades para saber quais os remédios mais usados, quantidades gastas e valores pagos.

A Compra Compartilhada também deve minimizar o problema de falta de medicamentos, que ocorre com frequência em alguns locais, já que a entrega será em grande quantidade e não em pequenos lotes, como ocorre hoje.

Como funciona

– Os pedidos são feitos via Internet por cidade. As solicitações serão compiladas e encaminhadas pelo consórcio aos fornecedores, e o pagamento se dará por uma conta da Compra Compartilhada, em que cada cidade depositará o valor referente às suas aquisições, e o Consórcio repassará aos fornecedores. O pagamento só será efetuado após a chegada dos produtos. A entrega, bem como a conferência dos medicamentos, será diretamente nos municípios, sem intervenção da Granpal. Só podem participar do pregão empresas que estejam com suas obrigações em dia com os municípios.

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5 respostas para União para aquisição de medicamentos

  1. Ducarmo Guimarães disse:

    Fico feliz em saber de uma política de saúde(consórcio entre municípios),independente de agremiação partidária,valorizando a cidadania da participação democrática,mostrando maturidade dos municípios na supreção das dificuldades na saúde pública,valendo-se da gestão consorciada,Parabéns aos Gestores.

  2. Iolanda Beltrão Marinho disse:

    Parabéns a iniciativa inovadora!
    Abraços,

    Iolanda Beltrão Marinho

  3. Marco Aurélio disse:

    Sensacional, saidas criativas devem ser encontradas para problemas que da forma tradicional e burrocrtaica nunca são superadas, Parabéns, o contribuinte merece esse respeito.

  4. ilson santanna disse:

    Olá!
    Desde quando da aprovação da LF 8080 a modalidade de consórcios no SUS tem previsão legal. Porém, foram precisos 20 anos de evolução na gestão da saúde para que esta modalidade ganhasse força, pois isto implicava em uma mudança de cultura de nossos governantes, os quais tem papel fundamental no processo. Parabéns a todos os municípios consorciados!
    Ilson Santanna – Esteio.

  5. Renato Hexsel disse:

    Iniciativas de aquisição conjunta já ocorre em outros lugares do Mundo; A GRAMPAL está de parabéns pela ação, pois os cogres públicos desembolsarão muito menos pelos medicamentos tão necessários para sua população. Outras áreas também poderiam ser incluídas, como a do Planejamento Urbano Regional, como por exemplo, a mobilidade urbana, que envolve os municípios já conurbados da RMPA.

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