Uma luz contra as drogas

“Aprendi a enxergá-lo com outros olhos, os olhos do coração, e é o que você tem que aprender. Enquanto isso não acontecer, esse mundo vai continuar muito distante e ao mesmo tempo perigosamente perto de você.” (EL)

Eu havia ganho um exemplar do Zumbi da Pedra no dia do seu lançamento na última Feira do Livro de Porto Alegre, mas admito que apenas ontem a noite que parei para lê-lo. Ao terminar, me prometi que a primeira coisa que faria pela manhã seria escrever um post sobre ele, por um motivo muito simples: mais pessoas precisam conhecê-lo!

Não me recordo quando foi a última vez que eu tinha lido um livro infanto-juvenil, mas me recordo bem das dezenas de materiais sobre drogas que tenho lido ao longo dos últimos anos.

E esse livro é um dos poucos livros que conheço que efetivamente tem o potencial de influenciar uma criança ou até mesmo um adolescente. Já havia tomado conhecimento de vídeos, músicas e encenações teatrais de boa qualidade, mas nunca um livro sobre o tema das drogas, e em especial, sobre o crack, que tanto havia me chamado atenção.

É claro que conhecer o seu personagem principal, o Escudeiro da Luz, na vida real, Manoel Soares, me fez admirar o livro ainda mais. Ao longo das páginas do livro me emocionei imaginando os desafios que esse querido amigo experimentou ao longo de toda a sua infância. E mais do que nunca o admirei por transformar a dor e as mágoas em energia para lutar a cada dia por uma sociedade melhor.

Tenho a honra de conhecer essa família de Escudeiros da Luz, que tem á sua frente uma das mulheres mais lindas que já conheci, Dona Ivonete, que passou por quase todas as piores provas que uma pessoa pode passar (e que muitas mulheres das nossas periferias passam ao longo de suas vidas), e que mesmo assim, teve força para criar uma legião de Escudeiros da Luz.

Se hoje o Brasil discute a necessidade de um novo modelo de Segurança Pública, isso se deve em muito a Central Única das Favelas (CUFA) e aos seus líderes, MV Bill e Celso Athayde. E se o país hoje discute a epidemia de crack, se deve a coragem de Manoel Soares que coordena essa mesma entidade aqui no Rio Grande do Sul.

Procuramos super-heróis nas telas do cinema, mas muitas vezes eles estão ao nosso lado, lutando na vida real.

A aventura do Escudeiro da Luz ao mesmo tempo que é ferramenta prática, também provoca a necessidade urgente de repensarmos a política sobre drogas no Brasil. Pois como diz o personagem, “precisamos olhar esse problema com os olhos do coração” e não com preconceito e ainda mais violência, como o país vem fazendo nos últimos quarenta anos.

Esse livro é uma das mais eficazes ferramentas para a prevenção contra as drogas e deveria ser leitura obrigatória em todas as escolas de educação fundamental do Brasil.

Anúncios
Esse post foi publicado em Segurança Pública e marcado , , , , . Guardar link permanente.

Uma resposta para Uma luz contra as drogas

  1. Manoel Soares disse:

    Eu sou cardíaco, ler isso cedo me mata tchê. Adoro vc seu orelhudo e nossas histórias ainda nem começaram a se cruzar. Beijo na dona lucia, amo ela.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s