Prefeitura de Canoas cede terreno para Escola Profissionalizante Mulheres em Construção

O prédio de cinco andares será construído próximo ao Canoas Shopping

Uma profissão embrutecida pelo estereótipo masculino está mudando de figura, a começar pelas cores. Com uniformes lilás e rosa, as integrantes do projeto Mulheres em Construção irão trabalhar nas obras da primeira escola profissionalizante de construção civil para mulheres em um terreno cedido oficialmente pela Prefeitura de Canoas na tarde de terça-feira (19).

Localizado na esquina da rua Mathias Velho com avenida Guilherme Schell, em frente ao Canoas Shopping, o espaço irá oferecer cursos de formação de pedreira, pintora, azulejista, ceramista, carpinteira, eletricista, instaladora hidráulica, entre outras habilitações da área de construção civil. A conclusão da obra está prevista para julho de 2013.

A capacitação é uma forma de aumentar a autoestima e autonomia das mulheres, principalmente daquelas que sofrem com a violência doméstica e em situação de vulnerabilidade social, explica a Coordenadora de Políticas para as Mulheres de Canoas, Telassim Lewandoski. “Nossa missão é fazer com que as mulheres tenham uma vida plena, feliz e produtiva. Aqui damos mais um passo nesta direção”, afirma.

A luta das mulheres por posições em áreas predominantemente masculinas foi reconhecida pelo prefeito Jairo Jorge, apoiador do projeto desde 2006, a época pró-reitor da Ulbra. “A construção civil era um espaço a ser conquistado pelas mulheres, como ocorreu com a política, e hoje temos uma presidenta no país”, destaca.

Alberto Kopittke acompanhou o evento e parabenizou a iniciativa. “O papel da mulher na família e na sociedade hoje é outro, além de cuidar do lar e dos filhos, hoje elas buscam também o sustento da família. A Coordenadoria e a ONG estão fazendo um excelente trabalho, capacitando e abrindo portas no mercado de trabalho, além de construir uma nova cultura de respeito ao trabalho feminino”, avalia.

Construção civil cor de rosa

Lugar de mulher é o lugar onde ela quer estar. Cláudia Mendes escolheu seu lugar, enfrentou as dificuldades e investiu no curso de assentamento de tijolos, tudo isso sem perder a feminilidade. Ostentando um capacete rosa, Cláudia conta que logo após concluir o curso, foi chamada para trabalhar nas obras do PAC. “Era apenas eu de mulher em uma equipe com 80 homens”.

O preconceito foi um obstáculo difícil de ser vencido, mas, aos poucos, Cláudia foi ganhando a confiança dos colegas. “Mostrei que estava ali pra trabalhar e que podia aprender com a experiência deles nas obras”, conta. Hoje já não atua mais como faxineira, faz trabalhos autônomos na área de construção e projeta a realização de outros cursos profissionalizantes no ramo, como o de pintura.

por Tamires Gomes

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